Para profissionais
Para profissionais: encaminhamento de casos de acesso vascular
Esta página é para nefrologistas, oncologistas, equipes de enfermagem de hemodiálise e outros cirurgiões que acompanham pacientes com acesso vascular. O Dr. Pedro Mellucci recebe encaminhamentos para confecção, resgate e tratamento de acessos para hemodiálise e quimioterapia, incluindo casos complexos, como acessos esgotados e doença venosa central. A equipe de origem recebe um relatório após o atendimento, e o acompanhamento é compartilhado.
Quais casos encaminhar
| Situação | Exemplos |
|---|---|
| Primeiro acesso | Doença renal crônica avançada com previsão de diálise; paciente em diálise por cateter que ainda não tem fístula |
| Fístula que não amadurece | Fístula com mais de 6 semanas sem diâmetro, fluxo ou profundidade adequados para punção |
| Disfunção do acesso | Fluxo baixo, pressão venosa alta, recirculação, sangramento prolongado após a retirada das agulhas, dificuldade progressiva de punção |
| Trombose de fístula ou prótese | Ausência de frêmito; o resgate é tentado, em geral, até 14 dias da oclusão, e quanto antes, melhor |
| Doença venosa central | Edema do membro, da face ou do pescoço, circulação colateral no tórax, histórico de múltiplos cateteres |
| Complicações da fístula | Síndrome do roubo, aneurismas e pseudoaneurismas, hiperfluxo, infecção |
| Acessos esgotados | Pacientes sem veias periféricas utilizáveis, candidatos a vias alternativas, como veia inominada, veia cava inferior por via translombar ou via trans-hepática |
| Cateteres | Implante e troca de cateter de longa permanência, disfunção e infecção de cateter, cateter totalmente implantável (port) para quimioterapia |
Situações que pedem contato no mesmo dia
- trombose recente de fístula ou prótese;
- pele fina, brilhante ou com ferida sobre a fístula ou sobre um aneurisma, pelo risco de ruptura;
- sangramento do acesso que não cede com compressão;
- isquemia da mão: dor em repouso, palidez, frialdade, perda de sensibilidade ou lesões;
- sinais de infecção do acesso, com febre ou secreção.
O contato pode ser feito diretamente pelo telefone ou WhatsApp da clínica, informando a urgência do caso.
O que enviar com o encaminhamento
Um caso bem resumido evita exames repetidos e permite planejar o procedimento já na primeira consulta.
- Resumo clínico: causa da doença renal ou diagnóstico oncológico, tempo em diálise, comorbidades e perspectiva de transplante.
- Histórico de acessos: fístulas, próteses e cateteres anteriores: lado, local, datas e motivo da perda.
- Acesso atual: tipo, tempo de uso e os sinais de disfunção observados pela equipe (fluxo, pressão venosa, sangramento, dificuldade de punção).
- Exames de imagem: Doppler, fistulografia ou angiotomografia, se houver.
- Medicamentos: principalmente anticoagulantes e antiagregantes.
- Esquema de diálise: clínica, dias e turno, para que o procedimento seja programado sem perda de sessões.
Como funciona
- Contato e discussão do casoA equipe de origem envia o resumo e, quando necessário, o caso é discutido entre profissionais antes da consulta.
- ConsultaPresencial, com avaliação clínica e Doppler no mesmo atendimento, ou online, para pacientes de outras cidades, com o planejamento feito a distância.
- ProcedimentoEm um dos hospitais em que o Dr. Pedro Mellucci opera em Presidente Prudente ou, quando a logística do paciente exigir, em São Paulo ou Campinas. Nos casos eletivos organizados com antecedência, a consulta presencial e o procedimento podem acontecer no mesmo dia.
- ContrarreferênciaA equipe de origem recebe um relatório com o procedimento realizado, as orientações de cuidado e quando o acesso pode ser usado.
- Acompanhamento compartilhadoA maturação e o seguimento podem ser feitos pela equipe local, com canal aberto para dúvidas e para nova avaliação quando necessário.
Pacientes que vêm de outras cidades ou países encontram as orientações de viagem, estadia e hemodiálise em trânsito em Pacientes de outras cidades e países.
Planejamento do acesso ao longo da vida
A diretriz norte-americana de acesso vascular (KDOQI 2019) propõe que o acesso seja escolhido dentro de um plano de vida do paciente com doença renal, e não como regra única para todos. O planejamento considera as veias disponíveis, a expectativa de tempo em diálise, a possibilidade de transplante e o acesso seguinte, caso o atual falhe. Encaminhar cedo, antes de esgotar as opções, preserva veias e evita cateteres desnecessários.
Material para equipes e pacientes
O guia “Cuidados com a sua fístula” (PDF, A4) resume os cuidados diários e os sinais de alerta em uma página. Clínicas de hemodiálise podem imprimir e distribuir livremente aos pacientes. Os guias para pacientes do site aprofundam cada tema.
A equipe também oferece aulas de capacitação para equipes e clínicas de hemodiálise e de oncologia. O contato pode ser feito pelo mesmo telefone ou WhatsApp da clínica.
Perguntas frequentes
Posso discutir um caso antes de encaminhar o paciente?
Sim. Para casos complexos, a discussão prévia entre profissionais ajuda a decidir se o encaminhamento é necessário e quais exames providenciar. Apresente-se como profissional de saúde e informe à clínica que gostaria de falar diretamente com o Dr. Pedro Mellucci.
O paciente perde sessões de hemodiálise com o procedimento?
Em geral, não. O procedimento é programado conforme o dia e o turno de diálise do paciente. Depois do resgate de uma fístula trombosada, ela pode, via de regra, ser usada na sessão seguinte.
Quais convênios são aceitos?
O Dr. Pedro Mellucci é médico cooperado da Unimed. Outros planos e o atendimento particular dependem do hospital e da apólice; os detalhes estão em Pacientes de outras cidades e países.
A equipe de origem continua acompanhando o paciente?
Sim. O objetivo é resolver o acesso e devolver o paciente à sua equipe, com relatório e orientações, mantendo um canal aberto para reencaminhamentos.
Referências
- Lok CE, Huber TS, Lee T, et al. KDOQI Clinical Practice Guideline for Vascular Access: 2019 Update. Am J Kidney Dis. 2020;75(4 Suppl 2):S1–S164. doi:10.1053/j.ajkd.2019.12.001
- Schmidli J, Widmer MK, Basile C, et al. Vascular Access: 2018 Clinical Practice Guidelines of the European Society for Vascular Surgery (ESVS). Eur J Vasc Endovasc Surg. 2018;55(6):757–818. doi:10.1016/j.ejvs.2018.02.001
